quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Couraça

Meus amigos,

Auscultem o poema sob a Couraça.
video

Este vídeo-poema foi feito em parceria com o meu amigo poeta e video maker Donny Correia (direção e edição).

Grande abraço a todos,

Flávio Ricardo

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Balletmanco, por Donny Correia

Clique na imagem para vê-la maximizada

Meus amigos,

Balletmanco, novo livro do meu amigo Donny Correia.

Seguem abaixo alguns meandros trôpegos em meio ao Balletmanco:

"Balletmanco é o segundo livro de Donny Correia, que em 2005 lançou O eco do espelho, livro de poemas.

"O autor define seu novo livro como um longo experimento que ora se faz prosa, sem no entanto perder o viés poético.

"Primeira parte de uma trilogia, Balletmanco foi escrito entre 2005 e 2008, numa fase em que o autor estudava constantemente obras como Galáxias, de Haroldo de Campos, Ulisses e Finnegans wake, de James Joyce, o que transparece na construção fragmentada e atemporal da narrativa de seu livro, bem como no trabalho lexical e visual.

“'Trata-se de uma estória muito comum e simples sobre um casamento que não deu certo. No entanto este 'lugar comum' recebeu uma roupagem cheia de ruídos, sujeira e fuligem, o que, acredito, tornou Balletmanco um objeto de apelo aos instintos de voyers, que todos temos', afirma Donny.

"A narrativa de Balletmanco transcorre durante três segundos na vida de um poeta cuja esposa, uma artista plástica, acaba de se suicidar. Em meio a devaneios, lembranças e delírios, este poeta vai construindo um emaranhado de situações que são cristalizadas na forma como o texto é disposto nas páginas.

“'A maneira surreal como o texto é construído permitiu-me contar a estória de um fracasso matrimonial, descrita em forma de reminiscência durante três segundos, por alguém que não sabemos onde está, como está, e como agirá dali por diante. O exercício que propus a mim mesmo enquanto redigia Balletmanco foi exaurir as possibilidades visuais, textuais e poéticas lançando mão do absurdo, da escatologia e do humor negro', comenta o autor. 'Prefiro não definir este livro como prosa ou poesia, até porque não pensei nisso durante sua escrita. Há momentos de prosa e há o predomínio da função poética e do experimento visual, mas quando concluí meu trabalho vi que não se podia dizer que é isso ou aquilo. Se me perguntarem, direi sempre, assim como tenho feito, que sou poeta, não prosador', completa Donny".

Balletmanco
Donny correia é poeta, tradutor e videomaker. Atualmente é coordenador cultural da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Tem publicado textos críticos, poemas e traduções em vários sites literários. Publicou o livro de poemas O eco do espelho em 2005. No campo audiovisual reeditou os vídeos experimentais Anatomy of decay, Brain eraser, Under construction e Totem.
Editora: selo [e], Annablume
Disponível para compra no site
ou pelo telefone 3031-1754.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fotobiografia de Dostoiévski

Meus amigos,

Seguem abaixo fotos que retraçam a trajetória de Fiódor Dostoiévski.

Para maximizar as imagens, basta clicar sobre as fotos.

Grande abraço,

Flávio Ricardo

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Moscou: Rua de Dostoiévski


Museu Dostoiévski




Jardim do Museu - Hospital para Tratamento de Tuberculosos





Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski





"O grão de trigo caído na terra, se não morrer, fica só; se morrer, dá muito fruto".




Olhos meras cavidades





Amplenitude






"Se Deus não existe, tudo é permitido".




Punho entalhado






Palavras não cicatrizadas




Crime e Castigo





O Idiota





Quarto de Fiódor e do irmão Andrei







O contraste: casa de Liev Tolstói



Na propriedade de Tolstói: cabana de Dostoiévski?





Túmulo de Tolstói







Amplenitude em Iasnaia Poliana







Sala dostoievskiana








Os brinquedos de Kólia





Carta de Dostoiévski à mãe





Lançamento de "Pobre Gente"






Sala dostoievskiana





Quarto dos pais








Cristo Russo




Fotos...






... derradeiras






Aliócha Karamázov



A ressurreição de Aliócha Karamázov






Os Irmãos Karamázov




Padre Zóssima





Dmítri Karamázov







O parricida





Memórias do Subsolo







Andrei Dostoiévski




Pena



São Petersburgo - Rumo ao Subsolo




Museu Dostoiévski





Rua de Dostoiévski




Museu Dostoiévski




Sala de Recepção




Os filhos




"Papai, traga-me uns doces".




O feudo de Anna Grigorievna Dostoievskaia




Enquadrado



Austero





Petersburguês




Torcicolo




28 de janeiro de 1881

"Hoje, papai morreu".



O Subsolo





28 de janeiro de 1881, quarta-feira, 8:36





O Sobresolo




Front





Anna Grigorievna Dostoievskaia

Andrei Fiódorovitch Dostoiévski



Falecimento

28 de janeiro de 1881



Nascimento

30 de outubro de 1821



Aqui Fiódor Dostoiévski escreveu o romance

Os Irmãos Karamázov



À espreita




O Grande Inquisidor


Nastácia...


... Filíppovna

O Subsolo

Casa de Rogójin

Míchkin à espreita



Dostoiévski e a fuga dos agiotas: 1


Onde se escreveu Crime e Castigo


Da pena de Dostoiévski, a machada de Raskólnikov


O Guardião do Subsolo

Fuga da agiotagem: 2


Casa de Raskólnikov
Fuga da agiotagem: 3

3: fuga da agiotagem

Academia de Engenharia Militar
Na Academia, Pedro, o Grande
"Tu és Pedro, e sobre esta pedra soerguerei meu Reino".

Pedro e as pedras: onde estão os soterrados?

A agiotagem e a fuga: 4
4: a fuga da agiotagem
Praça dos Pioneiros
Local de encenação da pena de morte para Dostoiévski
e os demais membros do Círculo de Pietrachévski

"Vida é vida em qualquer lugar; a vida está em nós mesmos, não no exterior".
Fala o apóstolo Dostoiévski.
Que diria Ivan Karamázov?


A Beleza salvará o mundo! (Míchkin)
O Mundo salvará a beleza? (Ivan)
Fortaleza de Pedro e Paulo


Aqui Dostoiévski aguarda o julgamento

O homem do subsolo




De volta a Moscou:
estátua de Dostoiévski em frente à Biblioteca Lênin



domingo, 1 de novembro de 2009

O sonho de um homem ridículo

Meus amigos,

Segue abaixo O sonho de um homem ridículo, de Fiódor Dostoiévski.

Para maximizar as páginas escaneadas, basta clicar sobre as imagens.

O curso sobre Dostoiévski terá início nesta quinta-feira, às 19h, na Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37).

Grande abraço a todos,

Flávio Ricardo














































domingo, 25 de outubro de 2009

Textos para a primeira aula do curso sobre Dostoiévski

Meus amigos,
Seguem abaixo os textos que serão debatidos na primeira aula do curso sobre Dostoiévski.
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Filosofia da Composição, de Edgar Allan Poe. Referências bibliográficas: POE, Edgar Allan, Filosofia da Composição, in Poemas e Ensaios, Editora Globo, São Paulo, 1999, tradução de Oscar Mendes e Milton Amado, pp. 101-114.





















Prefácio a Poe por F. M. Dostoiévski. Referências bibliográficas: Prefácio a Poe por F. M. Dostoiévski, in Edgar Allan Poe - A narrativa de A. Gordon Pym. S. Paulo, Cosac & Naify, 2002, Coleção Prosa do Mundo, tradução José Marcos Mariani de Macedo, Renata Esteves e André Pacheco, pp. 7-10.












Prefácio de Dostoiévski ao conto A dócil. Referências bibliográficas: DOSTOIÉVSKI, F. M., A dócil, in Duas Narrativas Fantásticas - A dócil e O sonho de um homem ridículo, Editora 34, São Paulo, 2003, tradução de Vadim Nikitin, pp. 13-15.





quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Curso sobre Dostoiévski na Casa das Rosas

DÊ UM CLIQUE NA FOTO PARA VÊ-LA MAXIMIZADA

Meus amigos,

Quero convidá-los para o curso sobre Dostoiévski que vou ministrar na Casa das Rosas - http://www.poiesis.org.br/casadasrosas/: O realismo fantástico de Fiódor Dostoiévski n'O sonho de um homem ridículo.

Dias 05, 19 e 26 de novembro, das 19h às 22h, na Casa das Rosas - Avenida Paulista, 37, telefones: 3285-6986 e 3288-9447.

As inscrições começam no dia 20 de outubro.

Abaixo segue a sinopse do curso:

O realismo fantástico de Dostoiévski n'O sonho de um homem ridículo

Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski constrói seu realismo fantástico sob o bafejo cálido da atmosfera lúgubre própria a Edgar Allan Poe. Para compreendermos a forma pela qual o escritor russo soergue sua poética fantástica, remontaremos ao ensaio A filosofia da composição, no qual Poe analisa seu poema O Corvo e explicita os caminhos para a construção racional – vale dizer, matemática – do fantástico. O paradoxo do fantástico racional seria levado às últimas conseqüências em duas narrativas fantásticas escritas ao final da vida de Dostoiévski: A dócil (1876) e O sonho de um homem ridículo (1877). No prefácio de A dócil, o autor desenvolve o paradoxo do fantástico soerguido pelo manuseio da técnica criativa até o ponto de afirmar que o inverossímil constitui o realismo em seu mais alto grau. Munidos de tais pressupostos, chegaremos aO sonho de um homem ridículo, narrativa que Mikhail Bakhtin, autor de Problemas da Poética de Dostoiévski, considerou uma enciclopédia dos principais temas do escritor russo. Se a técnica criativa de A dócil caracteriza a narrativa como fantástica, o conteúdo próprio ao sonho redentor do homem ridículo tende a ser visto como o cerne transcendente da narrativa. Nossa análise procurará demonstrar como o conteúdo próprio ao sonho redentor – a narrativa dentro da narrativa – já fora antecipado pela técnica criativa do realismo fantástico, fazendo com que O sonho de um homem ridículo desenvolva os pressupostos poéticos já delineados no prefácio de A dócil.

Conto com a presença de todos!

Saudações dostoievskianas,

Bazárov

domingo, 11 de outubro de 2009

Balletmanco


Meus amigos,


Quero convidá-los para o lançamento do mais novo libelo do meu amigo Donny Correia: Balletmanco.


O libelo, a libélula, movimento autóctone, palavras lançadas, desferidas, feridas que não cicatrizam.


No dia 13 de novembro próximo, às 19h30, na Casa das Rosas - http://www.poiesis.org.br/casadasrosas - haverá o lançamento de


Balletmanco, por Donny Correia


Valor de Uso, por Marcelo Tapia e


A esfera e os dias, por Jaa Torrano.


Os livros serão lançados pelo selo [e], que faz parte da Editora Annablume - http://www.annablume.com.br/.


Assessoria de Imprensa: Patrícia Cicarelli: cicarelli@uol.com.br; tel: (11) 9980-3813.


Donny Correia tresanda pelos seguintes endereços: donnycorreia@hotmail.com e http://paradoxocronicofilmes.blogspot.com/.


Abaixo compartilho com vocês a minha experiência polifônica pelo Balletmanco.


Grande abraço a todos,


Bazárov


P.S.: A foto de Donny Correia e a imagenigma da slowcura.
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Balletmanco, cadência trôpega, paradoxo a caminhar pelo fio exíguo, navalha de um só gume, cume, “corda que cravou em tua nuca um ponto final”.

Donny, o cinema e a cinética, palavras quadros sucessivos, súbito estático, extático:

“E vendo assim sua carne de cera
deitada n’alcova – livre –
reconheço cada parte onde tu foste corda
onde em mim
fosses forca”.

Cada passo, cadafalso.
Mãos dadas – atadas –, dados: lance de dados, desenlace, a página
rompe
a
oração
subordinada,
palavra de joelhos.

O leito, a leitura – leitura ereta, herética.

Palavras sulcadas, liquefeitas, fluidor, metástase, “câncer um cancro asqueroso de amor regradesmesurado”.

Infração.
Norma.
Infra ação
Norman Bathes – Donny e a ânsia da palavra tomada em plano aberto, rasgado.

Rasgada.

“Quando entro em suas carnes/ sinto cheiro de ‘podrer’/ sinto núpcias reais/ sinto todo me moer...”

Memória.
Memóiria.

Vísceras.
Vis-ceras.
Vi-sceras.

3 segundos, tr3s.

O tempo e o estampido.

O tempo e a têmpora.

Derrame não mais represado.

Vermelho viscoso, atemporal...

Cáustica ironia de palavras esturricadas,
o calor e o calar, calor gélido, frio, febril – Balletmanco.

“Farto de mim mesmo sem almejar me calar”,
(w)hole.

“Caibo na palma de minha palma que bate palma para não caber”.

Caibo em mim mesmo – vez por outra a lágrima transborda.

Confissão com fissão.

“Respirei fundo e meus olhos emparedaram o ar em pulmões castigados”.

A pleura, il pleut, chove em mim, pulmão inalado, olhos sem janelas, paredes do meu corpo copo translúcido... mas impermeável.

Vem! Vem! Vem, minha doce, vem lânguida, vem!

Sussurrealismo.

“Desenvolvemos o hábito de dormir nas cinzas”.

Cinza cicatriz punciona “enquanto você dorme e eu inalo poeira de vidro no pulmão enrijecido”.

Pneumotórax.

Tosse vermelha, viscosa.
Tosse de joelhos, pulmão prostrado.

“O gigante cai com as pernas decepadas”.

Balletmanco atonal.

O Quebra-nozes.

Nós.